Novos horizontes

Gentoo

Depois de muito tempo procurando tempo pra fazer, encontrei. Uma instalação limpa de suporte a emulação e pacotes 32 bits no meu bom e velho Gentoo amd64. Desde o uso do profile amd64-nomultilib à desabilitação do suporte a libs x86 no kernel. Agora um sistema puro de 64 bits. Motivação: Aprendizado.

Todavia, um pequeno efeito colateral: sem skype e sem flash player da Adobe. Para o skype, encontrei uma alternativa viável, gratuita e leve. O cliente web IM+ pode suprir parcialmente essa deficiência. Já quanto ao flash player, estou optando por usar o gnash, flash player open source.

Infelizmente durou pouco. Atualizado, logo abaixo :(

Programação

No último 14 de Outubro iniciei no meu primeiro emprego diretamente como programador. Trabalhei 9 anos e 10 meses com rotinas operacionais administrativas e não via essa hora chegar. Agora faço bom uso do aprendizado da faculdade (guardado no armário cerebral por bons 3 anos).

Estou trabalhando com Java (telas gráficas usando JFrame), banco de dados Pervasive e volta e meia, COBOL. Sim, Cobol, por incrível que pareça. E mais incrível ainda é o fato de ser muito interessante trabalhar com COBOL.

A fim de aproveitar meu envolvimento com java, meu ínfimo conhecimento em C++, e expandir ambos, estou trabalhando numa importante tarefa do LibreOffice: conversão dos JUnitTests para C++. Com isso, acredito que o tempo de compilação deve ser sensivelmente reduzido, hoje algo em torno de 8 horas dividido pelo número de núcleos do processador que vai compilar, e também vai deixar o projeto mais homogêneo. Já comecei uma conversão, mas ainda não terminei. Quando o fizer, e sendo aprovada, pretendo deixar um bom post sobre os passos, ainda não está tão claro todo o processo sobre esta tarefa.

Horizontes Não Tão Novos

Hoje (2 de Jan de 2014), estou concluindo este post. Comecei a escrevê-lo em meados de novembro de 2013. Infelizmente já abandonei minha instalação nomultilib, refazendo do início um profile multilib :(((

Tudo devido ao skype. Passei a utilizar mais do que nunca, na empresa e em casa. A versão web (IM+) ainda não é usável satisfatoriamente.

Novos Hobbies

Pois é.. Quanta novidade..

Decidi me aventurar pelas veredas da astronomia. Ou devo dizer imensidão? Que seja. Como eu ia dizendo, pretendo me dedicar também a essa atividade a partir de 2014. Como disse o noob do Yporti: Por que não ser noob em mais uma área também? E por falar em 2014, feliz ano novo! Que vocês alcancem tudo aquilo que buscam e tenha tudo que mereça! Até a próxima.

:P

Gentoo Lilo e Ubuntu

Recentemente estive buscando a solução para o problema de usar o lilo (bootloader) para gerenciar o boot do Gentoo e do Ubuntu. Pelo que encontrei, existem três maneiras de fazer funcionar.

A primeira forma, a qual considero menos elegante, se resume em instalar o grub na partição que o Ubuntu está instalado, e na configuração do lilo (/etc/lilo.conf) da partição do Gentoo (neste caso), especificar a partição do Ubuntu da mesma maneira que se configura um boot para windows:

other=/dev/sda3 (por exemplo)
  label=Ubuntu

Assim o lilo apenas chama o bootloader que está na partição do Ubuntu, e não faz o boot propriamente.

A segunda forma, um pouco mais elegante (a qual estou utilizando no momento que escrevo este post), é copiar os arquivos do boot do Ubuntu (vmlinuz e initrd.img) para a partição que fará o boot, no meu caso, do Gentoo. E então, adicionar uma seção no arquivo de configuração do lilo como uma entrada normal:

image=/boot/vmlinuz
  initrd=/boot/initrd
  label=Ubuntu
  read-only
  root=/dev/sda3
  append="root=/dev/sda3 ro"

É vital ressaltar a necessidade de informar qual é a partição root e também que é somente leitura na linha do kernel, append, (e opcionalmente, o splash e outras opções), pois se não, o Ubuntu não conseguirá montar a raiz, motivo deste post.

E a terceira e última forma, mais organizada e recomendada, é a criação de uma partição de boot. Isso elimina o trabalho extra e facilita a configuração. Uma vez que todas as distribuições linux instaladas estarão na mesma pasta /boot, visível em qualquer partição.

Qualquer dúvida, comente!

Fontes:

Script shell: pre-install.sh

Hoje vou falar do script shell pre-install.sh. É um script escrito para facilitar o processo de obtenção dos pacotes necessários para compilação e também obtenção do código fonte do LibreOffice.

Atualmente suporta as distribuições Debian, Ubuntu, Mint, Fedora e OpenSUSE, e seu uso é muito simples.

Você pode executá-lo passando como parâmetro opcões como pasta de destino do código fonte do LibreOffice (--dir), apenas obter o fonte (--just-clone), apenas obter os pacotes .deb (--just-download), não atualizar o repositório local (--no-update), apenas obter os pacotes deb (--no-clone), obter pacotes para o ccache (--ccache), entre outras.

Alguns exemplos

  • Obter os pacotes para compilação, o código fonte, e informa o local de destino, mas sem atualizar seu repositório:

    $ bash pre-install.sh --dir /mnt/git/libreoffice --no-update
    
  • Obter apenas o código fonte (Obs 1: Se o local de destino não for informado, será criada uma pasta chamada libo no $HOME do usuário e o código fonte vai ser baixado lá. Obs 2: Para esta opcão, certifique-se de ter o git instalado):

    $ bash pre-install.sh --just-clone
    
  • Obter os pacotes para compilação, com ccache junto, mas não obter o fonte ainda:

    $ bash pre-install.sh --ccache --no-clone
    
  • Obter todas as opções possíveis:

    $ bash pre-install.sh --help
    

Em relação à distribuição, a escolha é feita de forma interativa. Você escolhe enquanto o programa estiver executando. E sobre a execução do script, você pode torná-lo excutável ($ chmod +x pre-install.sh) e executá-lo diretamente (./pre-install.sh).

Desta forma, você pode obter seu LibreOffice compilado de maneira mais rápida e prática. :-)

Dúvidas? Comente.

Download do script: https://raw.github.com/marcosps/lo_useful/master/pre-install.sh (Botão direito e salvar)

Código fonte do script: https://github.com/marcosps/lo_useful/blob/master/pre-install.sh

Um forte agradecimento aos principais colaboradores: Marcos, Vanz, Alexandre e Carlos.

Botões Poweroff/Reboot

Tenho notado um inconveniente nos botões Poweroff e Reboot do KDE. Em algumas vezes esses botões não estão visíveis. Quando clicado em Leave ou Sair, aparecem apenas os botões de Logoff e Lock Screen.

Pesquisei um pouco e parece que isso só acontece com quem não usa o KDM para gerenciar o login. Eu mesmo, por usar openbox/fluxbox por um bom tempo, sempre gostei de gerenciadores alternativos e leves, sempre usei o SLiM.

A fim de testar e confirmar, passei a utilizar o KDM. E até então, o problema parece estar resolvido.

Há algum tempo, notei também outros problemas de autenticação negada ou erro, em vezes que precisei adicionar uma nova rede wireless através do networkmanagement, ou modificar alguma configuração do sistema através do KDE. Mas sempre atribui à algum bug isolado por eu usar a versão instável. Todavia, acredito que tudo isso se resolva com o KDM.

O problema de permissões, dbus, consolekit, etc., não é recente e sempre envolve os gerenciadores de login. O KDM nunca se mostrou um problema, eu apenas não usava-o por questão de gosto e aparência.

Mas para o problema da aparência, encontrei uma solução. Se você usa Gentoo, talvez queira conferir este tema para KDM junto com este tema para splash screen. É o que estou usando no momento.

Alguma dúvida, ou algo a acrescentar, comente.

Fontes: