Organizando o make.conf

Após fazer algumas pesquisas e ainda correndo o risco de ser pouco abrangente, preparei um pequeno artigo sobre como organizar o arquivo /etc/make.conf, mais precisamente as USE flags. Não pretendo fazer um artigo completo sobre o make.conf tampouco sobre o Portage, por ser complexo e amplo, quem sabe um outra hora.

Dentro do arquivo make.conf estão as principais configurações do portage, as configurações globais, como arquitetura, cflags, opção global de uso de pacotes instáveis ou estáveis, opções de compilação, idiomas do sistema, drivers específicos, mirrors para sincronia da árvore do portage, e as USE flags.

A organização das USE flags dentro de /etc/make/conf pode ser feita de maneira semelhante à definição das CFLAGS e CXXFLAGS, assim, CFLAGS="-O2 -pipe -march=..." CXXFLAGS="${CFLAGS}", ou seja, basta criar palavras chaves para identificação de cada opção, e no final, color cada seção criada em USE, assim:

USE_REM=" ... " (REM=REMOVE)
USE_BASE=" ... "
USE_KDE=" ... "
USE_PROC=" ... "
USE_X=" ... "
USE_AUDIO=" ... "
USE_VIDEO=" ... "
USE_IMAGE=" ... "
USE="${USE_REM} ${USE_BASE} ${USE_KDE} ${USE_PROC} ${USE_X} ${USE_AUDIO} ${USE_VIDEO} ${USE_IMAGE}"

Como falei em USE flags, é imprescindível mencionar também o arquivo /etc/porage/package.use, que oferece uma proposta de organização a nível de sistema e pacotes. Por exemplo, se você precisar definir uma USE flag apenas para um pacote, e não para todo o sistema, é este arquivo que você deve editar. Por exemplo, se você não quer suporte a berkdb global, mas quer para mysql, basta adicionar:

dev-db/mysql berkdb

Ao arquivo mencionado acima, e assim por diante, sempre usando uma linha para cada pacote. Se você quer saber sobre isso, visite o handbook do Gentoo (Variaveis_de_USE), em português.

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